segunda-feira, 23 de abril de 2012

Nao existe mulher pegadora, e nem homem rodado.

   [o post a seguir sera feito sem acentos por eu estar num teclado sem eles]


Uma coisa anda me atormentando a um certo tempo. Seguinte: nos mulheres ja conquistamos o direito ao voto, ser bem vistas na sociedade sem precisar sermos casadas, o direito a ter um trabalho que nao seja ficar cuidando da casa e dos filhos, ja conseguimos fazer com que usar biquini fosse uma coisa normal, usar biquini gravida tambem. Mas algo ainda pulula na minha mente: a vida amorosa/sexual das mulheres.
Pensa bem: voce ja ouviu alguem dizendo que tal homem eh "rodado"? E que tal mulher eh "pegadora"? Nao, ne? Eh por causa de uma mentalidade que estamos mantendo desde que o mundo eh mundo.
Ja me envolvi em algumas discussoes de boteco desse tipo. Coisa de "eu nao daria moral pra uma menina que da na primeira noite" - alias, que expressao horrivel, nunca eh o homem que da, eh sempre a mulher. Parece que nao eh uma coisa consensual -, "se eu descobrisse que minha namorada eh rodada, terminaria com ela, na hora! Nao da pra levar a serio uma menina como essa"
Defina-me entao, com quantos homens ela pode transar sem que seja considerada "rodada"? Cinco? Dez? Quinze? Vinte? Nossa, que absurdo, ja comecei a exagerar! E vem ca, com quantas mulheres um homem pode transar para que ele seja considerado "serio"? Fala a verdade, nao tem limite.
O pior eh que todos eles, donos dessa linha de pensamento sabem que estao numa sociedade machista e justificam seus atos por causa dela. Simples, ne? Entao vamos la assumir tudo de uma vez: tudo bem um negro ser discriminado, eh uma sociedade racista. Tudo bem um homossexual ser espancado, vivemos numa sociedade homofobica.
Fala-se muito da mulher que deixa o homem pegar na bunda, rebola ate o chao e usa minissaia, mas nada se fala do homem que canta e profere grosserias para mulher na rua, que pega na bunda da mulher, que gosta de bater nela e chama-la de vadia. E isso enche muito a porra do meu saco - e olha que nem saco eu tenho, haha.
Entende, so porque sou mulher nao posso tomar a iniciativa, tenho que ficar calada, cruzando os dedos para que o homem venha falar comigo; tenho que segurar minha vontade e ficar me fazendo de dificil mesmo quando o que mais quero eh me entregar de corpo e alma para ele, etc. etc. etc.
O post ta ficando muito grande, eu nao gosto de escrever sem acentos, mas isso ta latejando minha cabeca e nao consigo mais ficar quieta. O debate continua nos comentarios, se quiserem.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Na natureza, nada se cria, nada se perde...

A Ângela, mãe do João Furaca, esteve aqui e fez umas comprinhas. Como estávamos em aula e ela ficou em casa, aproveitou para fazer o almoço, e sim!, se preocupou comigo e me fez uma pts que não ficou com gosto de "porra, vomitei tudo". Maaaas, como éramos em três e o João tem um estômago que suporta 13 vezes mais comida que o meu, acabou logo a comidinha preparada u.u
Aproveitando que sobrou pts e um risoto wannabe que minha mãe fez, mais o post da Amanda sobre a omelete do amor, resolvi fazer meu ~Lavoisier do amor~.
Por que Lavoisier? Essa ideia meu avô que me deu: nos tempos da faculdade, em que a grana era pouca pra comer fora, eles botavam em prática a máxima: "na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" e vamos combinar que é mais classudo que "mexidão"
Vamos à receita:

Lavoisier do Amor

ingredientes*

5 colheres de sopa de proteína de soja texturizada já hidratada
 8 colheres de sopa daquele arroz que sobrou do almoço**
uns legumes cozidos (eu botei uns brócolis que já estavam no arroz)
1 tomate picado
12 folhas de rúcula
2 fatias de queijo camembert cortadas em tiras (se a grana estiver curta, rala parmesão)
algumas fatiazinhas daquele champignon em conserva
molho de tomate
sal, azeite e condimentos a gosto
manteiga

modo de preparo

numa frigidera grande, derreta a manteiga
coloque a pts e o molho, vai mexendo e vendo se ficou com uma cor   diferente da normal
depois que ficou, coloque o arroz e os legumes
vai mexendo, mexendo, mexendo, até os ingredientes ficarem todos espalhados
coloque o tomate, o champignon e as folhas de rúcula
mexa até a rúcula ficar mais mole e escura
coloque as fatias do queijo
adicione os ~condimentos a gosto~
tá pronto!

Rendeu um prato fundo grande de pedreiro (pois é, fez uma montanha!). Acho que se eu comer isso por uma semana já fico com um peso legal (depois faço um post sobre meu peso u.u).
*claro que é tudo APROXIMADO. Eu não contei as folhas de rúcula, e sinta-se à vontade para não botar legumes ou trocar champignon por azeitona XD
**o importante é que hajam 3 colheradas de arroz a mais que pts.





sábado, 21 de janeiro de 2012

Lá nos EUA qualquer um fica obeso.

Esse natal eu passei em Memphis. E, como qualquer cidade estadunidense, tem muita gente gorda e muita gente obesa. Também, cara, pudera: é tudo muito barato. No Mc Donald's, meu irmão conseguiu dois sanduíches, três batatas fritas médias, três refrigerantes e um cookie por 10 dólares e uns quebrados. Convertendo porcamente, dá uns 20 reais. E, com 20 reais, aqui no Brasil, tu compra o sanduíche, o refrigerante, a batata e o cookie, se der! Assim qualquer um fica obeso: é muito fácil engordar.
Outro ponto, dessa vez meio nojentinho: tudo lá é meio...doce. Até os pãezinhos que serviam de couvert, que vinham envoltos já numa manteguinha, eram meio docinhos. A massa da pizza, as onion rings, é incrível. 
Café da manhã. Almoço. Jantar. Qualquer hora - é hora de engordar
E os vegetarianos também não ficam atrás: apesar de não ter muitos pratos principais, você é obrigado a se contentar com as entradas e os acompanhamentos, mas nem eles se salvam. Num restaurante (que fedia carne de porco) almocei uma montanha de onion rings, que me conferiu não só gordura como aquele açúcar citado lá em cima. Em outro, almocei uma saladinha (bem ruinzinha, diga-se de passagem) e uns "palitos" de queijo, que tinham a grossura de um dedo de homem. E que também eram meio docinhos.
Além disso, os caras não têm o costume de cozinhar em casa. É tudo muito industrializado, que vai-da-caixa-pro-microondas-e-de-lá-para-o-prato, cheio de sódio, gordura e açúcar. Ainda bem que fiquei na casa de uma prima que, sim, cozinha em casa, e cozinha muito bem, por sinal! ^^
Mas sério, tomem cuidado se forem pros States. Sério mesmo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Wasn't ready to beloved by you.

A gente poderia nunca ter se encontrado. Ela poderia ter desistido de sair de casa, desistido de pesquisar o que fazer no sábado, desistido de querer se divertir naquela noite, ficando em casa pintando as unhas.
Mas ela estava a fim. E depois dos três estágios pós-separação (suicídio, tristeza, aceitação) estava pronta para o quarto (pegação - haha). E foi. No começo, inibida, mas depois bateu a Cantina da Serra na cabeça, chutou a timidez pra fora e tomou a iniciativa. Um por um, até dar 4 da manhã e a Casa fechar. 
E, em meio à segundos de claridade graças à luz pisca-pisca que matava qualquer epilético fotossensível, lá estavam o par de olhos grandões.  Não deu muito tempo para pensar: *piscou*, te viu, *piscou*, soube seu nome, *piscou*, se beijaram. E assim, sem mais nem menos, o estágio quatro foi embora junto com a última *piscada*.
Rolou contato, convite, promessa e, dois dias depois, a certeza da paixão. Em pouco tempo, a pretensão de um compromisso ficou evidente, ao menos para uma das partes, que se sentia de certa forma tão especial quanto a antepenúltima bolacha do pacote (sim, a última era exagero). E cada tempo era pouco, o dia merecia ter 25 horas, mas ao mesmo tempo era muito, daquelas vezes em que basta uma primeira vista para já gamar. Sua personalidade forte foi se derretendo, dando lugar aos típicos sinais de apaixonada.
Eis que então surge a conversa. O choro. A insegurança. O desespero. "A gente continua amigo", disse ele, "e você pode me visitar quando quiser". 
E o estágio quatro já era inexistente, e ela anda à procura de durex para remendar o que sobrou dos cacos do seu coração.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

É só uma fase...

Só na T-shirt rasgada!
Eu tava fazendo o Desafio Musical de 250 Dias quando veio um dia que pedia uma música que me lembrasse uma festa, e eu botei Beat Your Heart Out, dos Distillers. Eu nem conheço Distillers direito, mas ver a Brody Dalle me fez lembrar de que, naquela época, eu queria me vestir que nem ela. De calça justa, blusa preta esfarrapada, All Star puído, lápis no olho e esmalte preto descascando.
Como se não bastasse a pulseira spike...
O único problema é que a minha mãe nunca deixava. E tinha um grupo de meninas de duas séries acima da minha que se vestia que nem ela, e eu e minhas amigas ficávamos na maior vontade de ser assim também. Wannabe? Poser? Não sei. Era coisa da idade. Tinha essa tribo na escola, a gente queria se encaixar e nos encaixamos perfeitamente nesse estilo. 
Daí esses dias eu comentei com a mamãe sobre meus desejos pré-aborrescentes e ela falou:
- É lógico, minha filha, quantos anos você tinha?
Eu tinha uns 10, 11. E "10, 11" pra mim não é mais criança. Mas para minha mãe é (Aliás, nós NUNCA deixaremos de ser crianças aos olhos dos nossos pais ¬¬). Mesmo assim, acho que não justifica. Qual o problema de usar preto todo dia, pintar as unhas e deixá-las descascando, usar pulseira tipo spike e querer fazer moicano (sim, eu queria fazer moicano!)? Deixa a guria seguir seu estilo, é fase.
Olha que belo exemplo!
Eu sei que minha mãe deu um ultimato: me proibiu de vestir roupas pretas. E eu fiquei muito puta e achei aquilo completamente sem sentido, e acho até hoje. Orra, meu, era uma parte da vida que eu estava em um momento de TRANSIÇÃO, querendo me auto-afirmar (isso tá certo?), e aposto que se as tais meninas de duas séries a mais que a minha fossem patricinhas/skatistas/metaleiras/funkeiras eu também gostaria de ser, pois o meio social é algo de uma influência muito grande, só depois, com maturidade, é que você vai definir quem você é de verdade. Mas deixa a pessoa passear por dentre essas tribos. Se não, corre o risco dela ser para sempre a mesma pessoa pro resto da vida. Olha só que chatinho?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Vegetariana, bissexual, ateia e...peraí, bissexual!!?

Ontem minha professora de espanhol passou um exercíciozinho que era assim: tínhamos que falar sobre nós, ou sobre um personagem que inventamos, com uma frase começada assim: "a los(as) chicos(as) que quieran conocerme..."; lá fui eu toda alegre escrevendo: 
"A las chicas que quieran conocerme, soy muy sonriente y extrovertida. Soy tambiém delgada, tengo pies grandes, gafas y aparata fijo, y mi pelo es rizado. Me gusta mucho salir con los amigos para beber e asistir shows de rock. El veraneio, playa y carnaval me encantan mucho, y no me gusta el invierno. Soy vegetariana, bisexual y no creo en dios alguno. El único desporte que me gusta es danzar."
Só que a professora queria gravar, e precisava de um voluntário para testar o som. Eu geralmente levanto a mão nessas horas, mas fiquei acanhada com o "bissexual"...ninguém ainda sabia, mas eu jurava que tava na cara que eu era. Passou-se, sei lá, meio minuto e ninguém queria ir, então pensei: "ah, quer saber? É só uma orientação sexual! Aqui na EDEM é todo mundo cabeça aberta!" e fui.
Chegou na hora da última frase eu resolvi fingir que a declaração mais polêmica seria a de que eu considerava dança um esporte, mas, para a minha surpresa, ninguém esperava isso!!!! Fiquei incrédula! Logo depois que eu terminei, a Joana falou: 
- Nossa, revelações hoje!
Dei uma risadinha e o Tiago depois falou:
- Quantas meninas você já beijou?
- Nenhuma! - eu disse.
- Mas então, como você sabe que é bi?!
- Quando você era BV e virgem, como você sabia que era hétero?!
- Pode crer...teoria das ideias inatas!
Bom, essa história de bissexualidade demorou pra cair a ficha. Na quarta, terceira série eu achava as mulheres lindas, muito bonitas e pá, mas achava uma coisa normal, ué, toda mulher acha outra mulher bonita! Mas eu ia além, pensava nas mulheres como um hétero pensa! E só me dei conta disso aos 16, quando um amigo estava analisando meu caderno, que era todo customizado com imagens de revistas e me perguntou:
- Julia, vem cá...por que que só tem mulher no seu caderno?!
- Ah, não tem só mulher!
- Ah, não? Então me mostra um homem que tem aqui.
Procurei, procurei e só achei UM homem. E nunca tinha reparado nisso!!
- Ah, porque...porque...porque eu achei elas bonitas!
Fiquei absorta uns 15 segundos, e meus amigos que estavam juntos começaram a brincar, perguntando coisas como:
- Você gosta mais desta ou desta mulher? Gosta dela mais magricela, que nem essa ou tem que ter corpão, que nem essa outra?
E só então dei por mim: não tem nada demais em ser bissexual, Julia Brunken! Me diz um motivo para você não ser!
Apesar de eu achar que chamo muita atenção, o povo da sala parecia que não tinha gaydar (o radar para detectar gays).

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Do Largo do Machado à Penha, não há nada igual no mundo.

Minha escola convidou a gente para um teatro lá na Lapa, que ia ser às 20h. Tinha que chegar no mínimo 10 pras 20h e adivinha? Eu enrolei até dar umas 19h40, que foi quando eu saí de casa. Fui pelo Parque Guinle, correndo, chegando em frente a casa (ou sede, sei lá) do Sérgio Cabral eu dei um pulo e - PLOFT! - caí no chão. 
- Porra! Caralho! Aaaaaaaaai, putaquipariu!
 Foi um tombo feio, mas só percebi depois. Os seguranças vieram devagarzinho ver se estava tudo bem, mas eu disse que não precisava de ajuda. Fui descendo as escadas e vi as minhas mãos: pareciam as chagas de Cristo. Em carne viva, sangrando pra caramba. Levantei as mangas e vi os cotovelos: Sangrando, mas num estado bem melhor que as mãos. Ainda tinham os joelhos e o quadril, mas só o joelho direito sangrou um pouco. Fui passar numa farmácia. Levantei as mãos e disse:
- O que eu tenho que passar nisto?
- Fulano, dá uma gaze e um antisséptico pra ela!
- Oi hehe. Olha a gente tem álcool a 70%...
- Mas isso vai arder pra burro! Num tem Merthiolate que não arde?
- Tem, tá aqui.
- Vou precisar de esparadrapo pra prender a gaze, né?
- É, hehe. - O cara dava uma risadinha com um sorriso amarelo.
Botei tudo na mochila e fui pro ônibus.
- Lá eu faço o curativo - pensei.
 Pego o ônibus e, quando ele chega sei lá, no ponto seguinte já são 20h10. Ah, dou risada, vai. Agora eu vou saber o que é que eu faço quando fiz um machucado desses. Meu plano era: fazer o curativo, ir pra Lapa tomar uma Coca-Cola e pegar o metrô pra ir embora. Beleza, o ônibus foi andando, vi a catedral.
- Ah, ainda vamos passar pelos arcos da Lapa, depois que o ônibus passar eu salto ^^
E o ônibus foi andando. Daí eu comecei a reparar num cenário esquisito.
- Será que sempre que eu venho eu não reparo no cenário? Ou será que eu já passei do ponto? - pensei, e resolvi tirar a dúvida com a mulher do meu lado:
- A gente já passou a Lapa?
- Há muito tempo.
Pô, vacilo...Então já sei: vou com esse ônibus até o ponto final dele, volto e salto perto de algum metrô. Enquanto isso vou fazendo o curativo.
- Isso aí você tem que lavar antes...- disse a mulher de 4 linhas atrás.
Nhé, beleza, uso a gaze pra estancar o sangramento. 
Sinceramente, não vi muitos pontos negativos. Veja pelo meu ponto de vista: eu teria em casa agora esparadrapo, gaze e Merthiolate e, de quebra, conheço um pouco mais do Rio. E descobri várias coisas. Descobri que Méier era muito mais longe do que eu pensava, Bonsucesso e Penha eram realmente longes, a Av. Presidente Vargas definitivamente não ficava do lado de Copacabana, descobri aonde ficava a Frei Caneca. Tá vendo? Várias coisas legais. Não tive medo de ser assaltada porque fiquei na frente da cobradora na ida e, na volta, ela me mostrou o ônibus que eu ia pegar (que já estava iluminado com motorista e cobradora dentro), explicou minha situação e não tive que pagar outra passagem. Em nenhum momento pensei: "ih, fudeu!", como todas as pessoas falam (ou fazem essa cara) quando eu digo o que aconteceu. Tampouco chorei quando vi os ferimentos. Gritei, xinguei, mas chorar não chorei. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Os tais cortejos sexuais.

Hoje meu professor de biologia falou dos fatores que tornam possível a reprodução: a sazonalidade (o ciclo menstrual da fêmea), a compatibilidade anatômica (não tem como um cavalo transar com uma sapa porque...é, isso aí.) e o cortejo sexual. O que é isso? Bom, acompanhe-me:
Não interessa à "pavoa" um pavão forte. Ela quer é um bonito, de penas brilhantes e coloridas. E não interessa à "rinoceronta" um rinoceronte com um chifre lustroso. Ela quer é um rinoceronte fortão. E isso acontece na espécie humana também. Como? Bem, siga-me:
Não adianta chegar num grupinho de fãs do Iron Maiden dizendo que tem ingressos VIP para uma festa com o DJ Marlboro. Assim como não interessa para a maria gasolina que você está se amarrando num livro da Simone de Beauvoir. Vamos lá, todas nós temos nosso próprio cortejo, meninas. Quer saber mais? Ok, veja comigo:
Meu cortejo varia de tempos em tempos. Já tive a época das costas (ai, que costas malhadas o Fulano tem, queria tanto ficar com ele!), a época dos estágiarios e das pintas - que ocorreram simultaneamente. Imagine, já topei ficar com um cara super feio só porque ele era estagiário e tinha mais de 100 pintas pelo corpo! Nós contamos! Tem cortejos clichês que não me atraem. Por exemplo, carros. Nem se ele dirigisse uma kombi (que é meu carro preferido) eu ia querer. Pelo contrário, ia achar que ele era um tarado que ia me pegar na kombi! Hahsuahsuah. Homem MILIONÁRIO não me atrai. Não vou negar dizendo que dinheiro não me atrai. É legal ter um cara pra pagar a conta, os ingressos do cinema ou a passagem do ônibus. É para o excesso de dinheiro que eu não ligo. Cabelo comprido me atrai, e muito. Atualmente, meu cortejo maior tem sido sobrancelhas. Sou capaz até de lembrar das pessoas pela sobrancelha delas.
Cara surfista não me atrai. Cara skatista me atrai. Cara que banca o machão não me atrai. Cara que não esconde os sentimentos me atrai. Cara que pensa com a cabeça de baixo não me atrai. Cara que pensa com a cabeça de cima me atrai. Cara que lê Men's Health não me atrai. Cara que lê livros me atrai. Enfim, são infinitas as escolhas. 
Outra coisa que meu professor comentou foi que, nas festinhas de 3ª, 4ª série, os meninos ficavam de um lado e as meninas de outro. Aí começava a briguinha de meninos, pra ver quem era o mais forte. As meninas, que já eram mais avançadas, olham e pensavam "ai, que boboca". Sempre tinha o menino mais velho, de fora, que conversava com a menina direito e que conseguia ficar com a mais gata da festinha. XD

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Moda é moda, não importa o corpo.

Diretamente de Woodstock!
Vi numa revista GLOSS antiga o blog da @Juzinha_Diva, o Entre Topetes e Vinis, que já figura nos meus pacientes. Lá, falava que era de uma menina gordinha falando que amava moda e nem por isso deixou de se vestir bem. "Legal", pensei, "mas deve ser só para as gordinhas, então eu não tenho nada a ver". Ledo engano: resolvi entrar uma vez só pra ver como era. E não consegui mais parar de ler! 
Ela tem um estilo muuuuito legal, e me inspirou a voltar a ser benloka na hora de me vestir; eu tava usando umas combinações muito básicas, nem me reconhecia mais: ano passado e retrasado eu causava furor com minhas roupas hahahha.
E o mais bacana é que é inverno e eu sempre acho difícil parecer bonita no inverno. Pois ela deu umas dicas ÓTIMAS e até me inspirou, com este post aqui, a tirar meu poncho hippie e fresquinho do armário - nunca pensei que uma peça de verão poderia virar de inverno! E não é a primeira vez que ela posta uma coisa desse tipo: já ensinou a fazer vestido de verão virar de inverno (nesse post ela também fala sobre as vantagens de ter muito ou pouco peito. Adorei o comentário sobre a Kate Hudson! Me senti mais segura). Como se não bastasse, ela dá dicas de penteados e maquiagem! É mole ou quer mais?
Então, fikdik! O blog é de MODA, não necessariamente de MODA PRA GORDINHAS.

sábado, 25 de junho de 2011

Prefiro suar a tremer.

Eu não sei como tem gente que pode gostar de inverno. Nariz escorrendo, ir de 5 em 5 minutos no banheiro para o assoar, anosmia (falta de olfato) e, consequentemente, perda de metade do paladar que não consegue aproveitar 100% do sabor das delícias típicas de inverno (chocolate, fondue, etc.), dor de garganta, corpo contraído, pele doentia (não é só pálida, é...opaca, feia)...
Aí meus amigos que odeiam verão dizem: "ai, verão, ficar suando, fedendo...". Sim. E...? Que mais? Ficar coradinha de sol, botar qualquer muda de roupa que já tá bom, ficar mais loira, ter o calor entrando em cada pontinho do seu corpo e se sentir preenchida por ele, céu azul, bonito, colorido...no inverno é tudo gélido, branco, nublado, chuvoso. Acordo e muitas vezes não consigo respirar pelo nariz. 
Esta minha aparência engana pra caramba: quem me vê não acredita que eu adoro o veraneio e a praia. E praia mesmo, nada de cachoeira: com aquela areia que gruda na pele e o mar que me dá medo de entrar, mas é bonito de se ver. E salgado, imenso, nossa, muito lindo, muito lindo.
E termino com uma cantiga dos tempos waldorfs de Livre Porto:
"Sol, querido Sol
Sua luz vem me acender
Brilha em mim suavemente
Pra eu também brilhar"